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22 março 2012

IRMÃS CLARISSAS...

As Clarissas foram as primeiras Religiosas a se estabelecerem no Brasil, solicitadas pela Câmara, nobreza e povo da Bahia. Aos 09 de março de 1677, chegaram de Èvora (Portugal) as quatro monjas fundadoras do Imperial Convento de Santa do Desterro, que em breve floresceu, tornando-se uma comunidade numerosa. A perseguição religiosa clandestina, movida pelo governo contra os Institutos Religiosos e, sobretudo o deplorável aviso do Ministério da Justiça, que fechou os noviciados das casas religiosas em todo o território nacional, fez com que se extinguisse o Mosteiro. Em 1915 falecia a última Clarissa, com oitenta e quatro anos de idade. Por treze anos não houve nenhum Mosteiro de Clarissas em nosso País, até que, em 1928, o antigo tronco reflorou.
No começo deste século entrou nova vida em nossa Pátria com a restauração das Ordens Religiosas. Durante vários anos, os valorosos Padres que tomaram a si a restauração das Províncias Franciscanas, pensaram na fundação de um Mosteiro de Clarissas Pobres. Conseguiram, para isso, uma pequena casa no Leblon, bairro do Rio de Janeiro. Entrementes, Frei Rogério Neuhaus, OFM, alma do movimento, esteve à procura de um Mosteiro clariano na Europa, que concordasse em realizar a fundação desejada. Aceitaram o pedido, as Clarissas de Düsseldorf, Alemanha.
No dia 25 de setembro de 1928, após uma viagem feliz e cheia de novidades, aportaram no Rio de Janeiro as oito irmãs escolhidas para restaurar a Ordem de Santa Clara no Brasil, com a ereção do Mosteiro Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula. São elas: Madre Maria Seráfica, Irmã Maria Juliana, Irmã Maria Boaventura, Irmã Maria Clara, Irmã Maria Agnela, Irmã Maria Columba, Irmã Maria Imaculada e Irmã Maria Terezinha. Em 1934, Irmã Maria Rosária veio juntar-se às fundadoras, seguindo anos depois para a fundação catarinense onde veio a falecer em 1994.

Foram recebidas festivamente pelos Padres Franciscanos e por várias senhoras da sociedade carioca, que as levaram para a Igreja Paroquial de Ipanema, onde se oficiou o solene “TE DEUM”. Desde então, os boníssimos confrades da Primeira Ordem se encarregaram da direção espiritual, como capelães, confessores e conferencistas, segundo o desejo da Madre Santa Clara. Aos 02 de julho de 1931, principiaram os trabalhos preparatórios da construção do Mosteiro. Na festa da Mãe Santa Clara, do mesmo ano, o Em.mo Cardeal Dom Sebastião Leme presidiu a bênção solene da pedra fundamental. Aos 19 de março de 1932, solenidade de Nosso Pai São José, especial intercessor e patrono da comunidade, juntamente com a Mãe Imaculada, a capela estava em condições de celebrar a primeira Santa Missa. Aos poucos foi-se construindo o restante da obra, graças à Divina Providência, que suscitou sempre generosos benfeitores. No dia 25 de setembro de 1932 o Senhor Cardeal fechou definitivamente a clausura papal do Mosteiro. Pelo Jubileu de Ouro de Fundação, foram feitas ampliações e algumas melhorias no prédio, com a ajuda de dedicados benfeitores, nomeadamente a magnânima Arquidiocese de Köln (Alemanha).


FONTE DE ORIGEM - http://www.irmasclarissas.org.br/mosteiro.htm

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